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Olhar para o intestino como um órgão metabolicamente ativo

Olhar para o intestino como um órgão metabolicamente ativo

O trabalho “Gut-derived exosomes in prediabetes: proteomics insight” foi apresentado em formato de póster durante a EASD 2020 e, em entrevista à News Farma, a Dr.ª Inês Antunes Ferreira avançou o objetivo deste estudo em que está envolvida. Assista ao vídeo.

Vídeo

A Dr.ª Inês Antunes Ferreira, estudante de doutoramento na Nova Medical School da Universidade Nova de Lisboa, começou por nos explicar que o objetivo da investigação foi “olhar para o intestino como um órgão metabolicamente ativo”. Isto porque, de acordo com as últimas evidências, com a cirurgia bariátrica é possível reverter a diabetes mellitus tipo 2 (DMT2).
“Virámos a nossa atenção para o intestino e quisemos fazer uma abordagem de comunicação. Quisemos não só olhar para um órgão, mas sim para a comunicação entre órgãos. Assim, pareceu-nos oportuno observar os exossomas (vesículas extracelulares)”, indicou a investigadora, frisando que estiveram no foco os exossomas das células do intestino no contexto de DMT2 e pré-diabetes.
A Dr.ª Inês Antunes Ferreira falou na experiência desenvolvida com ratinhos e indicou que foram detetadas “algumas diferenças entre os ratinhos com dieta gorda e com dieta normal”. Assim, mencionou que a conclusão da equipa de investigação incidiu no facto de as “vesículas realmente espelharem o ambiente que se verifica nas células”.
Acrescentou que “continuando a fazer este rastreio, é possível traçar um perfil e eventualmente usar como biomarcadores de doença. Por isso, querermos olhar para a pré-diabetes, porque quanto mais cedo identificarmos esta alteração no organismo, mais depressa conseguimos identificar a doença e em pré-diabetes é muito mais fácil reverter o fenótipo”.

quarta-feira, 23 setembro 2020 18:11
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